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Desdobramento da madeira

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Após a derrubada da árvore, é feito o desgalhe e o corte das toras em segmentos de aproximadamente 6 m de comprimento, o que torna mais fácil seu transporte. Essas toras são então transportadas até a serraria, onde serão submetidas ao processo de desdobramento (ou desdobro). Pode-se definir o desdobro como o primeiro estágio efetivo de industrialização da madeira, na qual se obtém diversos produtos em seções típicas para cada aplicação.

De maneira geral, as toras são serradas no sentido longitudinal, produzindo peças brutas, sem quaisquer tipos de aplainamento, secagem, ou lixamento. Posteriormente, esse material segue para as serrarias de beneficiamento, que o transforma em produtos de maior valor agregado, tais como tábuas, ripas, molduras, tacos, assoalhos, vigas, pontaletes, etc.

Tronco de arvore serrado

Costaneiras são as peças retiradas para estabelecer uma seção regular à tora (falquejo - nem sempre utilizado).

Atualmente, uma das principais metas da indústria madeireira é o máximo aproveitamento da tora, ou rendimento. O percentual de aproveitamento é a relação entre o volume de madeira serrada e o volume inicial de toras. Esse percentual está entre 55 a 65% para as coníferas, devido à forma mais retilínea do tronco, e entre 45 a 55% para folhosas. O rendimento também depende da possibilidade de aproveitamento dos galhos, das costaneiras e dos cavacos (serragem) resultantes do processo de desdobro.

Existem basicamente duas técnicas de desdobro para obtenção de pranchas, das quais surgem as demais variações, são elas: o desdobro radial e o tangencial. A técnica de desdobro adotada, a qualidade da matéria-prima e as características dos equipamentos utilizados devem proporcionar um rendimento adequado, assim como boa qualidade do produto. Normalmente são utilizadas serras de fita ou serras circulares para realizar o corte das toras.

A serra de fita simples ou reversa é utilizada no aproveitamento das costaneiras, gerando menos resíduos e aumentando o rendimento da tora. Para um processamento mais eficiente, também existem serras duplas, que removem duas costaneiras opostas simultaneamente. Isso ajuda a liberar as tensões de crescimento da árvore, prevenindo o arqueamento da tora.

Vídeo exibindo serra de fita dupla.

Da mesma maneira, existe a serra circular alinhadeira ou canteadeira, que é utilizada para uniformizar a largura das peças, e também a serra circular múltipla ou multisserra, que executa cortes simultâneos na peça, garantindo maior produção, quando comparada a serra simples. Serras circulares ainda são utilizadas na destopadeira dupla, que compreende dois eixos de corte paralelos, que cortam a peça no sentido transversal, em um comprimento padrão.

Vídeo exibindo serra circular múltipla.

Desdobro Radial

O desdobro radial consiste em uma sequência de cortes aproximadamente radiais ao centro da tora. Esse tipo de corte forma peças com desenhos mais retos e é comumente adotado para reduzir os efeitos das tensões de crescimento. Essa técnica é utilizada principalmente em toras de grandes diâmetros, uma vez que em pequenos diâmetros resulta em grande quantidade de peças de pequena largura.

Tora desdobrada radialmente

Desdobro Tangencial

O desdobro tangencial consiste no corte tangencial aos anéis de crescimento da árvore. Mesmo assim, à medida que o corte se aproxima do centro da seção, são obtidas peças com face radial. Essa técnica fornece pranchas com melhor desenho, maior rendimento em madeira serrada, menor limitação de largura das tábuas e maior rapidez de secagem. Também apresenta maior facilidade na correção de eventuais empenamentos na prancha, se comparado ao desdobro radial.

Tora desdobrada tangencialmente

 

Outros processos

A madeira ainda pode ser submetida a outros processos de desdobro, dos quais se destacam: a laminação, realizada em tornos laminadores; e a laminação por faqueamento. A página seguinte trará mais informações a respeito.


Pode-se definir o desdobro como o primeiro estágio efetivo de industrialização da madeira, na qual se obtém diversos produtos em seções típicas para cada aplicação. De maneira geral, as toras são serradas no sentido longitudinal. Posteriormente, esse material segue para as serrarias de beneficiamento, que o transforma em produtos de maior valor agregado, tais como tábuas, ripas, molduras, tacos, assoalhos, vigas, pontaletes, etc.

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