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Clichês

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As matrizes para flexografia foram aperfeiçoadas ao longo do tempo, resultando em maior produtividade, durabilidade e qualidade do impresso. Entre as tecnologias utilizadas ou em uso destacam-se as matrizes de entalhe manual, borracha vulcanizada, fotopolímero e fotopolímero líquido.

 

Entalhe manual

Esse processo é realizado manualmente a partir do decalque da imagem de um papel vegetal para uma matriz específica para esse fim. A partir daí, remove-se as áreas de contr-grafismo com um estilete ou bisturi. Este clichê não resiste a altas tiragens, sendo de baixa resistência.

 

Gravação mecânica de anilox

No clichê de entalhe manual, a arte é decalcada/desenhada e entalhada com bisturi ou similar para formar a área de grafismo.

Comumente possui 2 camadas, sendo uma lona e uma cobertura de borracha, mas há também o clichê de base retificável, que possui uma terceira camada anterior à lona, utilizada para retificar o clichê. O processo de retífica garante que a espessura do clichê seja uniforme após o entalhe.

 

Borracha vulcanizada

Vulcanização é o processo de endurecimento aplicado à borracha desse tipo de clichê. O processo de confecção dessa matriz compreende algumas etapas distintas.

A obtenção do original secundário é realizada através da sensibilização de uma chapa de zinco e cópia fotográfica do original. Nessa chapa é realizada uma gravação química, obtendo-se um grafismo em alto relevo.

Em seguida é criada a matriz negativa, a partir da polimerização sob alta temperatura e pressão, de uma placa ou pó de baquelite, gerando uma matriz em baixo relevo.

O clichê de borracha crua é então vulcanizado sobre a placa de baquelite e, posteriormente, retificado para que se uniformize sua espessura. Esse processo gera um clichê de baixa durabilidade, com pouca capacidade de reprodução de detalhes e baixa repetibilidade.

 

Fotopolímero

O clichê de fotopolímero é essencialmente formado por 4 camadas distintas: o poliéster base; o fotopolímero; a camada anti-aderente; e o poliéster de proteção.

 

Formatos de celulas para gravação a laser de anilox

Camadas do clichê de fotopolímero utilizado na flexografia. As camadas não estão proporcionalmente representadas.

o poliéster base tem a finalidade de sustentar o fotopolímero e garantir a estabilidade dimensional do mesmo. Sua espessura e uniformidade são rigidamente controlados, de forma a garantir uma perfeita deposição do fotopolímero.

O fotopolímero, como o próprio nome diz, é o material sensível à luz (fotossensível), responsável pela formação das áreas de grafismo e contra-grafismo. Durante a exposição aos raios UV, ocorre a polimerização dos monômeros do fotopolímero (endurecendo o material do clichê), deixando essas áreas resistentes a áção química durante o processo de revelação. As áreas não expostas são removidas durante esse processo (mais detalhes adiante).

A camada anti-aderente (slipfilm) é colocada sobre o fotopolímero para prevenir a sua aderência ao poliéster de proteção e/ou fotolito. Caso essa camada seja removida acidentalemente quando da retirada do poliéster de proteção, a chapa deve ser inutilizada.

Finalmente, o poliéster de proteção é a última camada do clichê, tendo a função de proteger o fotopolímero contra riscos, sujidades ou quaisquer outros danos que possam ocorrer durante o transporte da placa. Essa camada é retirada apenas no momento da exposição da chapa. Pode-se encontrar facilmente o poliéster de proteção, pois ao contrário do poliéster base (brilhante), aquele é fosco e solta-se com facilidade.

 

 

Formatos de celulas para gravação a laser de anilox

Clichê de fotopolímero utilizado na flexografia. Fonte: Revista Conversión.

 

Fotopolímero líquido

É uma tecnologia relativamente recente que utiliza materiais e equipamentos específicos. Para sua produção, é utilizada uma resina viscosa, permitindo variar facilmente a espessura do clichê.

O processo consiste em colocar o fotolito sobre a placa de vidro da copiadora, com a camada para cima. Sobre ele é colocada uma película protetora de poliéster, evitando o contato da resina com o fotolito. A resina é "despejada" sobre esses componentes até completar determinada altura, quando então se aplica o poliéster base.

Note que nesse processo o clichê é montado na sequência inversa à do convencional. Porém, a exposição do fotopolímero é realizada em ambos os lados (superior e inferior) simultaneamente. A exposição principal realiza a polimerização das áreas de grafismo, enquanto a exposição pelo verso cria a altura do contra-grafismo.

À essa etapa se segue a lavagem do clichê com solução detergente para remover a resina não polimerizada e a lavagem com água para remover a solução detergente. Uma secagem posterior com ar quente e a pós-exposição completam o ciclo e permitem uma perfeita polimerização do clichê.

Bibliografia

ABTG. Flexografia: um carimbo muito caro?
ROTOFLEXO & CONVERSÃO. N32 Julho/agosto/setembro 2005.
ROTOFLEXO & CONVERSÃO. N34 Janeiro/fevereiro/março 2006.
SENAI. Tecnologia de Flexografia, 2002.
TOLEDO, Osvaldo de. Impressão em flexografia: Manual de treinamento, 2006.



As matrizes para flexografia foram aperfeiçoadas ao longo do tempo, resultando em maior produtividade, durabilidade e qualidade do impresso. Entre as tecnologias utilizadas ou em uso destacam-se as matrizes de entalhe manual, borracha vulcanizada, fotopolímero e fotopolímero líquido.

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