Cilindros Anilox
Os cilindros anilox são cilindros metálicos que têm a função de controlar a carga de tinta transferida aos clichês. Possuem células (orifícios) de tamanho diminuto onde a tinta se aloja, para então ser transferida ao clichê.
Esses cilindros possuem camadas distintas em sua superfície, a saber: base de ferro fundido; camada de cobre, onde é realizada a gravação; camada de cromo, utilizada para aumentar a resistência superficial.
Os cilindros anilox são classificados segundo seu método de gravação. São eles: gravação mecânica; química; eletrônica; e à laser. São possíveis, portanto, alguns formatos diferenciados de células, como mostra a figura abaixo.

Imagem ilustrativa dos formatos de células de cilindros anilox. Adaptado de: Rotoflexo & Conversão, 2006.
Gravação mecânica
O primeiro processo de gravação criado, por volta da década de 1930. A gravação é realizada através de compressão mecânica de uma cremalheira, molete ou recartilha. Nesse processo, são possíveis 4 tipos de células, de acordo com a ferramenta utilizada para sua confecção.

Gravação mecânica de cilindros anilox. Esse foi o primeiro sistema de gravação e é realizado diretamente no aço do cilindro. Adaptado de Barmey.
A exigência de volumes de tinta diferentes a serem transportados é o fator decisivo na escolha do tipo de célula a ser utilizado. Assim também o é a lineatura do anilox em relação à lineatura do clichê, pois se não for respeitada uma relação de 1:4 as retículas podem ter excesso de tinta, causando o ganho de ponto ou o entupimento do ponto.
Como exemplo, pode-se citar que um cilindro anilox gravado mecanicamente de 160lpc será capaz de entintar com eficácia um clichê com 40lpc (160/4). Essa marca consiste um limite à gravação mecânica, pois pontos menores prejudicariam a feramenta ou o cilindro.
O vídeo acima exibe o processo de gravação mecânico de um cilindro anilox.
Gravação química
Obs. Tanto a gravação química quanto a eletrônica possuem a opção de se realizar uma deposição de camada cerâmica, aumentando ainda mais a vida útil do cilindro.
Nesse processo foi introduzido o cilindro com várias camadas metálicas. O cilindro, ainda na camada de cobre, é revestido com uma camada fotossensível e sensibilizado e a retícula é copiada. A gravação é realizada mergulhando-o em solução corrosiva por determinado tempo. Após a gravação é feita a eletrodeposição de uma camada de cromo para aumentar sua resistência superficial. O formato das células nesse processo é sempre quadrangular.
Gravação eletrônica ou eletromecânica
A gravação também é realizada sobre a camada de cobre do cilindro, porém utiliza-se um cabeçote com ferramenta de diamante que oscila e realiza pequenas incisões no cilindro. A frequência de gravação é de aproximadamente 4000 células por segundo, o formato é prioritariamente piramidal e o volume de tinta das células. Na sequência da gravação também é realizado o revestimento por cromo, para aumentar a durabilidade do cilindro.
Gravação à laser
Trata-se de um processo recente, com melhora significativa no processo de impressão. Nesse processo o cilindro é revestido com uma cerâmica industrial à base de óxido de cromo, óxido ou carbeto de silício, tungstênio, cobalto ou titânio. Estes materiais apresentam elevada dureza e resistência à corrosão.
O vídeo acima exibe o processo de gravação à laser de um cilindro anilox.
Para a aplicação da cerâmica é necessária a interposição de uma camada de aço inoxidável, que garantirá a aderência da mesma ao cilindro. A camada cerâmica varia de 12,7 a 25 mícrons de espessura e é aplicada por plasma ou laser. Posteriormente, a cerâmica é polida para reduzir o desgaste das lâminas e é realizada a gravação por meio de laser.

Na gravação à laser de cilindros anilox, o formato das células é sempre hexagonal. Adaptado de: Rotoflexo & Conversão, 2006.
Podem ser utilizados 3 sistemas de feixe de laser: o feixe único; o feixe duplo; e o Yag, sendo esse o mais recente. O feixe único produz células com capacidade volumétrica relativamente menores e de menor qualidade. O feixe duplo consegue uma célula melhor definida e com maior capacidade volumétrica, devido ao uso de dois feixes simultâneos. Já o Yag utiliza o laser homônimo e produz células ainda mais profundas e bem definidas, porém com isso torna menos uniforme a gravação e a película de tinta pouco constante.
Tabela comparativa entre anilox cromado e cerâmico. Fonte: SENAI, 2004.
| Anilox | Lineatura | Transp. de tinta | Qual. da película | Veloc | Limpeza |
| Cromado | 200lpc | < precisão | Regular | Média | Difícil |
| Cerâmico | 600lpc | > precisão | Boa | Alta | Fáci |
Nos cilindros gravado à laser, pode-se utilizar uma relação de 1:5 em relação ao clichê, pois o feixe de laser consegue paredes mais finas entre as células e, com isso, lineaturas maiores.
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