Sistemas de impressão Flexográfica

Existem basicamente 4 estruturas de impressoras flexográficas, a saber: convencional torre; convencional em linha, satélite ou tambor central; e cameron. Cada uma delas possui as suas vantagens e desvantagens, sendo cada uma indicada para determinada necessidade de impressão ou de espaço físico. Também podem ser classificadas de acordo com a largura máxima da bobina/folha que as alimenta, sendo banda larga (acima de 500mm de largura), ou banda estreita (até 500mm de largura).

Sistema convencional torre

Possui seus grupos impressores posicionados verticalmente uns sobre os outros e independentes entre si. Há a possibilidade de utilização de mais de uma torre, dependendo da necessidade produtiva.

Impressora com sistema convencional em linha

O sistema convencional em torre possui os grupos impressores um acima do outro. Fonte: SENAI, 2002.

Essas impressoras são recomendadas para suportes que possuam estabilidade dimensional e impressões com um grande número de cores, como papéis de presente e jornais, com possibilidade de impressão frente e verso.

As vantagens desse sistema incluem: facilidade na impressão frente e verso; fácil acesso aos grupos impressores; possibilidade de trabalhar com suporte bem tensionado (para suporte com estabilidade).

As suas desvantagens incluem a dificuldade de ajuste e manutenção do registro, além de não ser indicado para impressão em filmes plásticos (pouca estabilidade dimensional ao ser tracionado na máquina).

O vídeo acima exibe uma impressora flexografica com sistema convencional tipo torre em funcionamento.

 

Sistema convencional em linha

Também conhecido como sistema castelo ou modular, tem seus grupos impressores posicionados um após o outro, horizontalmente. Os grupos impressores e outros opcionais do equipamento são tracionados por um cardam (sistema cardam) ou por correntes (sistema de servo motor).

Impressora com sistema convencional em linha

O sistema convencional em linha possui os grupos impressores um à frente do outro horizontalmente. Fonte: Nacbras.

As vantagens desse sitema incluem: uso de muitos grupos impressores; possibilidade de cilindros porta-clichês extremamentee grandes; impressão de materiais espessos e semi-rígidos; secagem eficiente.

As desvantagens incluem: grande dimensões do equipamento, de acordo com o número de grupos impressores; baixa velocidade de produção, dificuldade no acerto e manutenção do registro.

O vídeo acima exibe impressoras flexográficas em funcionamento. Nota-se que o operador realiza a realimentação com outra bobina (emenda) e faz a remoção dos cilindros do grupo impressor (tomador, entintador e porta-clichê). Também é exibido o acerto de registro por meio de câmera fotográfica e ao final a realização do meio-corte (para adesivos) e a colocação de discos de corte na saída da máquina

 

Sistema satélite ou tambor central

Esse tipo de equipamento possui os grupos impressores posicionados ao redor de um único cilindro contr-pressão, de grandes dimensões, montado na estrutura principal da máquina. Esse sitema é muito utilizado por fabricantes de embalagens flexíveis, podendo receber também muitos tipos de suporte flexíveis, como papéis de baixa gramatura, acoplados ou tecidos.

Impressora com sistema tambor central ou satelite

O sistema tambor central ou satélite possui os grupos impressores posicionados radialmente em torno de um único cilindro contra-pressão. Fonte: Flexotech.

As suas vantagens incluem: facilidade de acerto e manutenção do registro; versatilidade de materiais; e equipamento mais compacto, reduzindo a necessidade de espaço físico.

As suas principais desvantagens são a dificulade de acesso aos grupos impressores, a limitação quanto à impressão frente e verso (apenas 1 contra pressão) e o número de cores limitado ao diâmetro do tambor central (atualmente 10 cores).

O vídeo acima exibe uma impressora flexográfica com sistema satélite em funcionamento.

Sistema cameron

O sistema cameron é parecido com o sistema torre e muito utilizado no mercado editorial.

Trata-se de uma adaptação do sistema convencional torre para utilização no mercado editorial. Os clichês são presos em uma película de poliéster, sustentada pelo cilindro porta-clichê e fixada pelos tensionadores. Geralmente, esses equipamentos possuem acabamento em linha, com corte em folhas, dobradeiras, intercaladoras, coladeiras, etc.

As suas vantagens incluem: impressão de vários cadernos simultaneamente; acabamento em linha; alta velocidade. Entre as suas desvantagens estão a perda de material e demora no acerto de máquina (setup).