rss icone twitter icone facebook logo

Imprimir

Retícula

( 14 Votes ) 

A função da retícula é transformar uma imagem original com variação tonal contínua em variação discreta (descontínua), tornando possível sua reprodução por qualquer processo de impressão. A imagem com variação tonal reticulada, ou seja, formada por pontos de retícula, é chamada de meio-tom.

Retícula convencional

São retículas comumente empregadas na indústria gráfica. Constituem-se de pontos de tamanho variável, mas equidistantes entre si. Tamanho esse que obedece a tonalidade a ser reproduzida do orginal, assim um ponto pode variar de 0,5% a 99,5%. Essa porcentagem é expressa em relação a área ocupada por um ponto, ou seja, um ponto de 10% ocupa 10% da área em que se encontra.

A reticulagem convencional produzida por tramas reticulares (gris) já foi quase completamente substituída por reticulagem digital na confecção de fotolitos ou matrizes. A reticulagem digital ocorria nos scanners mais antigos, mas atualmente é realizado com o Processador de Imagem de Retícula (RIP - Raster Image Processor), embutido em máquinas de confecção de fotolitos à laser (imagesetters) ou na produção direta das chapas (platesetters, CTP), sendo que essa última elimina o uso dos fotolitos.

Variação tonal na reticulagem convencional

 

Retícula estocástica ou de frequência modulada

A retícula digital estocástica foi lançada em 1993 com a tecnologia Cristal Raster (Agfa), Diamond Screening (Linotype-Hell) e Full Tone (Scitex). Nessa retícula não há um padrão aparente para o posicionamento dos pontos, não existe lineatura, inclinação e, portanto, também não há rosetas. A retícula estocástica de primeira ordem mantém constante o tamanho dos pontos e trabalha a variação tonal aumentando ou diminuindo sua frequência, ou seja a distância entre os pontos.

A disposição cuidadosa dos pontos permite uma riqueza de detalhes muito grande, aproximando-se mais da qualidade de um original tom contínuo. Normalmente os pontos estocásticos variam de 14 a 21 mícrons, o que equivale ao ponto tradicional de 1%. A imagem abaixo ilustra as diferenças na dimensão e posicionamento dos pontos.

 

Comparação entre retícula convencional e estocastica

A acima ilustra a diferença existente entre a restícula convencional (à esquerda) e a estocástica (à direita). Ambas as áreas estão com retícula de 25%. Adaptado de IPT.

 

O termo "estocástica" é o processo no qual variáveis randômicas são tratadas estatisticamente. No entanto, a suposta aleatoriedade dos pontos tem sua distribuição calculada com um algoritmo muito sofisticado que exige bastante capacidade de processamento de um computador. A distribuição espacial dos pontos é efetuada cuidadosamente por um software que posiciona-os de acordo com uma avaliação estatística dos tons e detalhes em cada área a ser reproduzida.

Avanços recentes nessa tecnologia permitiram a geração da retícula estocástica de segunda ordem (ou híbrida), que varia tanto a sua frequência como o tamanho dos pontos.

 

Vantagens:

  • Não provoca moiré;
  • Suavidade na variação tonal e detalhes mais finos nas reproduções;
  • Maior qualidade em papéis macroporosos;
  • Facilita a produção de filmes para trabalhos com mais de 4 cores (Pantone, metálicas, etc.);
  • Disponível para RIP já existentes no mercado;
  • CtP (Computer-to-Plate, refere-se ao processo que dispensa a produção de fotolitos);

Desvantagens:

  • Os pontos devem ser finos e uniformes;
  • Alguns sistemas de provas não conseguem reproduzir a reticula;
  • Processo de cópia de chapa requer maior controle;
  • Aparência granulada nas áreas neutras das imagens;
  • Ganho de ponto elevado;

Suas principais aplicações são para impressos onde é difícil evitar o moiré, como por exemplo em tecidos e tramas ou imagens de alta qualidade, como catálogos de jóias e utensílios finos.



Tipos de retículagem utilizados no processo de Pré-Impressão

Google Plus

Facebook