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A impressão offset

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A preparação manual da pedra no processo litográfico não era adequada à produção em escala industrial. Nesse sentido, os avanços no processo fotoquímico da fotografia foram essenciais para o surgimento da impressão offset. Com o desenvolvimento das matrizes flexíveis de zinco, as matrizes passaram a ser afixadas nos cilindros, que rolavam sobre o papel estendido na mesa. Isso representou uma inversão à proposta inicial, cuja matriz plana ficava na mesa e o papel fixo ao cilindro, como visto em algumas máquinas anteriormente. Por volta de 1900, nos Estados Unidos, já começaram a ser fabricadas chapas de alumínio.

Chapa convencional de aluminio

Chapa convencional de alumínio utilizada atualmente. Fonte: Novagrafe.

 

Para a produção da matriz (chapa), inicialmente produzia-se a imagem (original), que era então fotografada, produzindo um filme. O filme revelado é sobreposto a uma chapa pré-sensibilizada, que era então exposta e revelada. As áreas de grafismo permanecem na chapa e atraem a tinta, tal como na litografia. Naquela época a qualidade da reprodução das imagens não era muito boa, principalmente porque se tratava de um processo de impressão direto (matriz - suporte), com a chapa entrando em contato com um papel geralmente áspero.

A descoberta do processo indireto ocorre ocasionalmente, devido à uma falha na produção de uma folha, o americano Ira Washington Rubel imprime uma folha frente e verso. A imagem impressa no verso da folha foi reproduzida pela blanqueta do cilindro de impressão e de lá para o papel. A superfície elástica da borracha transfere a tinta de maneira mais uniforme ao papel. Rubel, logo começa a utilizar o termo "offset" para descrever as impressoras. Logo após isso, Rubel asssocia-se ao litógrafo de Alex Sherwood, formando o "Sindicato Sherwood" e produzindo suas primeiras impressoras planas na Companhia Potter de Impressoras Planas em Plainfield, New Jersey.

 

Blanqueta compressível

Blanqueta compressível utilizada atualmente no processo de impressão offset. Fonte:Metalgamica.

 

Após um ano, o sindicato entra em falência e Rubel procura por novos investidores na Inglaterra. O designer da George Mann & Co. (Londres) ocasionalmente vê um impresso de Rubel e, entendendo as suas vantagens, recomenda a impressora de Rubel. George Mann torna-se a primeira fábrica de impressoras offset da Europa. Em 1903, entra em cena o alemão Caspar Hermann, residente nos Estados Unidos, que tenta patentear a sua impressora de 6 cores. Seu pedido é negado devido a uma semelhança do processo utilizado por outra impressora já patenteada, que imprimia em folhas de flandres (chapas de metal das latas de tinta, etc). Embora essa última se tratasse de tipografia, utilizava blanqueta para impressão indireta.

Em 1907, Hermann volta à Alemanha e tem novas idéias para impressão colorida e patenteia a sua primeira impressora offset rotativa, ou seja, utilizando bobinas de papel. Como Koenig 100 anos antes, tenta encontrar investidores para o seu invento pela Europa, mas a indústria também não reconheceu o potencial de sua invenção. Ernst Hermann, proprietário da Felix Bötcher em Leipzig, foi o único interessado. Pouco tempo depois conseguiu construir o seu primeiro protótipo na VOMAG, até que em 1912, a primeira impressora offset rotativa do mundo imprime o jornal "Universal", na Böttcher. A grande vantagem é que dois cilindros de impressão imprimiam em uma única passagem do suporte frente e verso ao mesmo tempo.

O americano John F. Webendorfer se tornou um grande produtor de impressoras rotativas durante as décadas de 1920 e 1930, em New York. Mas na década de 1940 é que seus feitos mais se destacaram, quando, juntamente com a fundição de tipos American Type Founcer (ATF), desenvolve unidades de alimentação, rolos resfriados e dobradeiras. Também constrói secadores de papel com Ben Offen e Otepka, completando a linha de produção.

O interesse pela impressão offset rotativa na Europa só floresceu a partir da década de 1960. Nessa época, a impressão tipográfica perdeu mercado rapidamente. Embora as impressoras planas levassem mais tempo para tintagem, eram 50% mais rápidas na produção. No fim da década, a impressão colorida ganha mais popularidade, pois aumenta a produção de propagandas e embalagens. Os avanços na química permitem o aperfeiçoamento das tintas e o equilíbrio entre essa e a solução de molha fica mais fácil de ser acertado e mantido.

 

Impressora offset Heidelberg

Primeira impressora offset plana da Heidelberg, a KOR de 1962 era uma impressora tipográfica adaptada para a impressão offset.

 

Inúmeras inovações e aperfeiçoamentos foram realizados no campo do escaneamento e foto composição a partir de então. Na década de 60 surge a escala de 4 cores, o padrão de cores CMYK (Cyan, Magenta, Yellow, Black), capaz de reproduzir todas as cores da imagem impressa e tornando-se a nova tecnologia para todos os fabricantes. Nos anos 70 são introduzidas as técnicas de saída a laser com o Processador de Imagem de Retícula (RIP), que converte a informação digital em pontos de imagem.


Desenvolvimento do processo de impressão offset, com o uso da matriz metálica, blanqueta e outras inúmeras inovações seguidas