Montagem de fotolitos
A reprodução por contato fotográfico pode ser necessária em processos manuais de cópia de chapa. Objetiva copiar uma imagem dada de um fotolito a fim de se executar uma montagem que aproveite ao máximo a área útil da matriz de impressão. O principal item a ser verificado antes de se fazer o contato fotográfico é a qual tipo de matriz/impressão se destina, pois assim pode-se determinar a legibilidade do fotolito em relação ao filme virgem que será exposto.
Para a duplicação de um fotolito positivo é necessário bater um contato intermediário, de modo que a imagem passe a ser negativa. Esse fotolito com imagem negativa será utilizado para gerar quantos positivos forem necessários. Esse processo de sensibilização é realizado em prensas de contato UV, como a que pode ser visualizada na imagem abaixo.

Prensa de contato UV utilizada na cópia de chapas. Fonte: MDC.
O contato fotográfico é realizado sempre camada com camada, de modo que não haja interferência da espessura do suporte de poliéster durante a exposição. Após a exposição do material virgem, os haletos de prata que foram expostos a luz UV se tornam resistentes, gerando uma imagem latente (existente, mas ainda não visível), sendo enegrecidos pelo revelador. As áreas não expostas são eliminadas no processo de revelação e fixação.
No caso do intermediário com imagem negativa, esse receberá todos os retoques necessários para que sejam retiradas as eventuais imperfeições. Assim, é necessário uma minuciosa análise em uma mesa de luz, com a remoção de pontos vazados que não pertençam ao trabalho. Para isso, utiliza-se uma tinta opaca chamada ABDECK.

Mesa de luz. Fonte: MDC.
Montagem final
A montagem final é o posicionamento preciso das cópias sobre um suporte fino e transparente de poliéster, o astralon (de 0,13 a 0,18mm de espessura). Utiliza-se fita adesiva transparente para fixar os contatos em suas respectivas posições no astralon. Nele também pode ser afixada tiras de controle de impressão e são desenhadas as marcas de corte.

Montagem final do fotolito, de forma que a camada sensivel do mesmo entre em contato com a camada da chapa durante a exposição (montagem final ilegível no lado camada).
A fixação do astralon na matriz pode ser realizada também por meio de fitas adesivas transparentes, no entanto, o punch tende a oferecer maior facilidade e precisão. O punch nada mais é do que um equipamento que perfura o astralon (e/ou chapa de impressão) com os padrões de perfuração da chapa. Esses padrões variam de um fabricante de impressoras para outro.

Punch.
O astralon perfurado é então encaixado numa régua específica para aquela perfuração, assim, pode-se registrar as diversas cores umas sobre as outras e, finalmente, sobre a matriz de impressão. Como dito anteriormente, é imprescindível que a cópia seja realizada camada com camada, isso vale também para o processo de gravação da chapa, onde a camada do fotolito deve estar voltada para a camada fotossensível da chapa. Por esse mesmo motivo, é necessário saber o processo de impressão a ser utilizado, pois no caso da impressão offset, por exemplo, o fotolito deve ser ilegível, de forma que passe para a chapa uma imagem legível, que por sua vez passará para a blanqueta uma imagem ilegível, voltando a ser legível na transferência para o papel.
Referências
SENAI-SP. Densitometria e Colorimetria, 2002.
SENAI-SP. Pré-Impressão I, II, III, 2002.
SENAI-SP. Tecnologia de impressão Offset I e II, 2002.
TOLEDO, Osvaldo de. Impressão em flexografia: Manual de treinamento, 2006.







