Linguagem PostScript e RIP
PostScript é uma linguagem de descrição de páginas criada pela Adobe Systems em 1986. O seu grande diferencial era o de conjugar periféricos de diferentes fabricantes e criar uma conexão entre a montagem das páginas no computador e a saída em alta definição em filme ou impressão (no caso de impressões sem matriz, como a digital). Essa linguagem possibilita a montagem de páginas completas, com textos, imagens e ilustrações, unidos em um conjunto de informações numéricas.
O PostScript está incorporado na maioria dos RIPs associados às imagesetters e impressoras. O RIP é responsável por converter as imagens em mapa de bits (rasterizar), de modo a determinar quais áreas do filme serão expostas, e quais não. Por sua vez, o RIP necessita da descrição das páginas contidas no PostScript.
Raster Image Processor - RIP
RIP é um computador formado por um interpretador PostScript que tem por fiinalidade controlar a imagesetter, processando e enviando as informações de quais áreas do filme devem ser expostos ou não. Isso implica em três capacidades básicas parao RIP: transformar informações como textos e composições em mapa de bits; transformar todas as informações vetorizadas relativas ao desenho das fontes e ilustrações; e (efeitos, vetores, etc); e rasterizar informações codificadas ou vetorizadas (principalmente efeitos, como blends, transparências e lentes).
O PostScript incorporado ao RIP possui uma função chamada Spot Function, que consiste numa tabela de consulta pré-calculada, chamada Matriz Tonal, responsável por determinar quais pixels serão expostos, e em que sequência, para criar os pontos de retícula equivalentes aos valores tonais da imagem.
Assim, as imagesetters ou impressoras PostScript utilizam somente informações rasterizadas, ou seja, convertidas em código binário (zero = branco/não exposição; e um = preto/exposição). Também já recebem as informações sobre a lineatura do impresso, o tipo de ponto, a legibilidade do fotolito, a angulação e a separação de cores processadas pelo RIP. Existem basicamente dois tipos de RIP: o hardware e o software.
Hardware RIP
O hardware RIP nada mais é do que um computador (CPU, Memória RAM e ROM) integrado à imagesetter. Possui um sistema operacional próprio, armazenado em sua memória ROM juntamente com a tipologia em forma de mapa de bits e os drives PPD (Printer PostScript Description), onde são aplicados os atributos de leitura, ponto de retícula, angulação, etc.

Hardware RIP da Fiery. Fonte: Digital Photography
Software RIP
É um software incorporado a um computador com sistema operacional não específico (Windows, MAC, Unix, etc). Trata-se de uma estação de trabalho comum adaptada para processar as informações de rasterização. Entre as vantagens do software RIP estão: o seu custo reduzido; pré-visualização do trabalho antes de ser enviado à gravadora; e a capacidade de se organizar os arquivos em filas de impressão com qualquer critério (urgência, resolução, tempo). Entre as desvantagens pode-se destacar a menor capacidade de processamento, visto que o sistema operacional e os aplicativos consomem recursos da máquina.

Software RIP. Fonte: Easy Sign.
Entre os softwares RIP, destacam-se o Arlequim, o Taipan e o Splash. Embora o sistema Unix, com multiprocessadores ofereça um desempenho melhor, normalmente acaba-se por optar pelo sistema Windows NT (para plataformas PC).







