Matriz de exposição
Os pontos de um meio tom são formados por milhões de pontos microscópicos expostos a um feixe de laser da imagesetter. O feixe varre vertical e horizontalmente toda a área do fotolito, expondo pequenos quadrados, formadores de uma matriz, chamados de pixels ou dots. Durante essa exposição, se combina um certo número de pixels laser em células que formam os pontos de meio tom. Cada ponto de retícula corresponde à uma célula dentro de uma matriz de exposição. A variação da quantidade de pixels expostos altera o tamanho do ponto, gerando assim o efeito da variação tonal.

Ilustração da célula do ponto de retícula e exposição de pixels.

Ilustração do processo de formação do ponto através da esposição de pixels.

O tamanho da célula (8X8, 10X10, 16X16, etc.) depende da resolução da imagesetter e da lineatura desejada.
Na reticulagem digital observa-se a interferência de 3 tipos de matrizes:
A matriz de exposição da filmadora se refere a resolução da imagesetter, ou seja, o número de pixels que podem ser expostos pelo laser ajustado com certo diâmetro;
A matriz da célula de meio tom se refere ao conceito de lineatura e ao número de tons de cinza disponíveis, ou seja, as limitações do processamento;
A matriz de pixels da imagem se refere a resolução da imagem, ou seja, o número de bits para cada canal do espaço RGB (resolução da entrada - original). Uma regra para a digitalização de imagens do mesmo tamanho do original é escanear a mesma com o dobro de pixels necessários para os pontos da matriz da célula de meio tom.
Pixels e resolução
Quando uma imagem é digitalizada, as cores que o dispositivo distingue são convertidas para valores de um espaço cromático (RGB, CMYK, CIE Lab, etc). Esses valores são de um bit para artes a traço (preto ou branco, on ou off), e de oito, dez ou doze bits para cada canal de espaço cromático RGB ou CMYK de originais coloridos ou preto e branco em tom contínuo.
Um pixel, portanto, é descrito pelo valor combinado de todos os canais de cor que o compõe, gerando um único tom para si. A resolução pode ser expressa pela quantidade de pixels linear de uma imagem, por exemplo, uma imagem de 300dpi (dot per inch) possui 300 pixels em uma polegada linear, vertical ou horizontal. Nesse ponto, é importante não confundir resolução com definição de uma imagem. A definição de um impresso pode ser comparada ao nível de detalhe que a imagem possui, e depende de três etapas no processo:
Resolução de entrada (PPI - points per inch) se refere à capacidade do scanner de capturar detalhes da imagem. Baixa resolução corresponde a baixa qualidade e resolução muito alta implica em arquivos muito grandes, muitas vezes sem necessidade. Uma boa maneira de se calcular a resolução de entrada é usando a fórmula: PPI = LPI X 2 X F; onde F é a porcentagem de redução ou ampliação.
Resolução de saída (DPI - dots per inch) refere-se a quantidade de pixels que a imagesetter consegue expor durante a saída. Também pode se referir a saída de uma impressora digital, por exemplo. As impressoras trabalham com resoluções de 300 a 800dpi, enquanto a imagesetter trabalha com resoluções de 1200 a 4000dpi.
Resolução do impresso (LPI - lines per inch) refere-se a lineatura do impresso. Quanto maior a lineatura, menor o tamanho do ponto e mais definida a imagem. A lineatura depende, entre outras coisas, do processo de impressão e do suporte. A impressão de jornais e processos de impressão como a serigrafia utilizam baixas lineaturas.







