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Temperatura de cor

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Há diferentes fontes de luz, cada qual com um conjunto de radiações diferenciado. Algumas fontes podem emitir uma luz mais azulada, outras podem emitir uma luz mais amarelada, como no caso da lâmpada incandescente comum. A visualização de uma imagem ou impresso varia de acordo com a fonte de luz ambiente, ou seja, o mesmo impresso visto sob a luz do dia e sob a uma lâmpada incandescente comum, será percebido com variação de cores. Por isso, é necessário calssificar e padronizar as fontes de luzes para análise de impressos e imagens. Assim, foi criado o conceito de iluminante e temperatura de cor.

Iluminante nada mais é do que a fonte de emissão da luz classificada de acordo com o seu espectro de emissão (distribuição espectral), sendo esse determinado pela distribuição de sua energia segundo diferentes comprimentos de ondas. Por exemplo, o iluminante D50 é uma fonte de luz com temperatura de cor de 5000K e distribuição semelhante à luz do dia.

 

Iluminante D50

Distribuição espectral da luz do dia (D50) em relação aos comprimentos de onda da luz (400 a 700nm).

 

A temperatura de cor é mensurada em Kelvins (K - lê-se apenas Kelvin), em homenagem ao físico escocês do século XIX, Lord William Thompson Kelvin, que criou a escala de temperatura absoluta. Para a fotografia, essa escala descreve a intensidade relativa de vermelho ou azul de uma cor, sendo que baixas temperaturas são tons vermelhos e altas temperaturas são tons azuis.

Esse conceito surgiu a partir dos experimentos de Max Planck, em torno de 1899, e se configurou como um método para atribuir um valor numérico aos diferentes espectros de emissão das lâmpadas. Para a criação desse método, foi necessária uma fonte de luz com emissão controlada, conhecida como corpo negro. Esse dispositivo é constituído de uma cavidade envolvida com negro de fumo, o qual é capaz de absorver todas as radiações que recebe. Existe uma relação entre a absorção de radiações e emissão: quanto mais radiação luminosa uma superfície absorve, mais radiação emitirá ao ser aquecido.

Corpo negro

Ilustração do esquema de um Corpo negro. A luz gerada é emitida através da cavidade radiadora para um sistema ótico.

 

O corpo negro quando aquecido a partir de uma certa temperatura, começa a emitir luz. Esse fenômeno é observado, por exemplo, em uma barra de metal aquecida. Contudo, o corpo negro pode ser submetido a altíssimas temperaturas sem sofrer fusão ou desintegração. A partir do aquecimento progressivo e da emissão correspondente a dada temperatura, em Kelvin (K), são obtidas as temperaturas de cor.

 

Distribuição espectral e Índice de reprodução de cor

A distribuição espectral é a medida de quantidade de luz em cada comprimento de onda mostrada numa curva de radiação espectral. A distribuição espectral combina a temperatura de cor e o índice de reprodução de cores.

Índice de reprodução de cor é a escala de aproximação de uma fonte de luz em relação à luz natural (do dia). Consistem em uma escala de 0 a 100, onde cada iluminante possui um índice associado, que pode ser mais próximo (100) ou mais afastado (0) do iluminante D50.

Como mencionado anteriormente, as cores de um impresso variam de acordo com o iluminante utilizado. Por isso, no ambiente de trabalho deve-se usar o iluminante com temperatura de cor de 5000K, ou seja, o D50. Também devem ser predominantes os tons neutros (acromáticos - branco, preto ou cinza), devendo-se evitar inclusive roupas com cores extravagantes e fundos de tela coloridos.


O conceito de temperatura de cor e suas implicações para a pré-impressão